Saúde das folhas garante qualidade do algodão

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Com o avanço da safra do algodão, que está prestes a ser colhida, o objetivo maior é aliar alta produtividade com fibra de qualidade, que são as garantias de uma boa lucratividade. Para isso, é fundamental o manejo eficiente do cultivo, cuidando das folhas e controlando doenças com as tecnologias adequadas para enfrentar cada ameaça.

Nesse momento é indispensável agir nos períodos críticos durante o ciclo, o que pode fazer toda a diferença na produção, planejando as entradas e reentradas para garantir homogeneidade de plantas e carga produtiva. As folhas são muito importantes para a nutrição e formação dos botões florais e “maçãs” do algodão, e portanto devem aproveitar ao máximo toda sua fase um pleno funcionamento, não provocando fito, controlando doenças e pragas, e dando assim as condições necessárias para seu funcionamento.

O gerente de Cultivos Algodão e Feijão Basf, Luiz Fernando Talheiros Straioto, aponta que são três as principais doenças a serem controladas no algodão: ramulária, ramulose e mancha alvo. Sendo que é a primeira, a Ramularia aréola, o patógeno mais desafiador e que necessita de maior prevenção, monitoramento e medidas eficientes de controle.

De acordo com ele, para o controle das principais doenças que atacam o cultivo do algodão, são necessárias várias ferramentas de controle. “Rotação de culturas, escolhas de variedades, época de plantio e também a utilização de defensivos agrícolas”, elenca.

A ramulária registra maior ocorrência em condições de alta umidade, como é comum na região Centro-Oeste do Brasil. Os sintomas da ramulária podem ser diagnosticados nos dois lados da folha: lesões de formato irregular e coloração branca. Em ataques mais intensos da doença, pode ocorrer a desfolha precoce nas plantas, causando perdas de até 35% na produtividade do algodão, além da queda na qualidade da fibra.

Por isso, recomenda Straioto, é indicado o controle com fungicidas logo após o aparecimento dos primeiros sintomas da doença fúngica. O especialista salienta principalmente os fungicidas do portfólio Basf Orkestra® SC e Opera® Ultra. “São altamente eficientes no controle do complexo de doenças que atacam o cultivo, que dentre elas a mais importante, que é a ramulária”, destaca.

O Orkestra® SC, aponta o gerente da Basf, é uma excelente alternativa para a primeira aplicação, com alta seletividade e grande eficiência no manejo eficiente das doenças. Por possuir duplo mecanismo de ação (Piraclostrobina + Metconazol), o Orkestra® SC apresenta excelente ação na proteção efetiva das plantas e tem alto desempenho, principalmente quando utilizado nas primeiras aplicações, além de não promover injúrias às folhas.

A alta seletividade também é uma característica marcante do fungicida Opera® Ultra, destaca o especialista. Trata-se de um produto que apresenta duplo modo de ação: o primeiro é através do ingrediente ativo Metconazol como inibidor da bio-síntese do ergosterol, o qual é um constituinte da membrana celular dos fungos. O segundo é pela Piraclostrobina como inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células dos fungos, inibindo a formação de ATP essencial nos processos metabólicos dos fungos.

Opera® Ultra apresenta, segundo Straioto, excelente ação protetiva devido a sua atuação na inibição da germinação dos esporos, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos. Dependendo do patógeno também apresenta ação curativa e erradicante, pois contém em sua formulação o ingrediente ativo Metconazol fungicida com ação sistêmica. Por isso, é recomendando iniciar as aplicações preventivamente ou no aparecimento dos primeiros sintomas e repetir caso necessário, em intervalo de 12 a 15 dias, dependendo da evolução da doença.

 

Fonte: agrolink.

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