Plano Safra sai nesta 4ª; recursos estariam liberados de imediato, diz FPA

Detail of the rice plant at sunset in Valencia, with the plantation out of focus. Rice grains in plant seed.

Mas data do lançamento tardia e operação padrão de servidores do Banco Central podem atrasar concessão do crédito.

O Ministério da Agricultura confirmou que a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2022/23 será realizada nesta quarta-feira (29), às 16h30, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília. A pasta também informou que, além do ministro da Agricultura, Marcos Montes, o evento contará com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.

A reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) desta terça-feira (28) teve como temas o Plano Safra e o crédito rural. Segundo o presidente da bancada, deputado Sérgio Souza, os recursos orçamentários para abrir o plano de imediato, logo após o lançamento, já estão assegurados. Vale lembrar que, em fevereiro deste ano, o BNDES suspendeu as contratações de crédito pelas linhas subsidiadas do Plano Safra 2021/22 justamente por falta de orçamento.

“Não sei se abre já no dia 1º [de julho], ou se no dia 2 ou 3, mas já tem recursos orçamentários guardados para abrir o Plano Safra de imediato”, diz Souza.

A reunião da FPA também contou com a presença de representantes da Caixa Econômica Federal, que destacaram o posicionamento da instituição de tornar o agronegócio uma área estratégica dentro da instituição. Durante a coletiva de imprensa que aconteceu após a reunião, o vice-presidente de negócios da Caixa, Celso Leonardo, disse que o banco fechou o ano-safra 2021/22 com recordes, fazendo quase R$ 35 bilhões de carteira, mas que o desafio para o próximo é chegar a R$ 70 bilhões. Na oportunidade, o executivo afirmou ainda que a prioridade do banco será o atendimento aos pequenos produtores.

Fim do Plano Safra 2021/22

Esta quinta-feira (30) será o último dia do atual programa de financiamento agropecuário, que chega ao fim com interrupções e dificuldades para atender à demanda diante do avanço da inflação e as constantes altas da taxa básica de juros.

Lançado em 22 de junho do ano passado, o Plano Safra 2021/22 teve as seguintes características:

  • orçamento de R$ 251 bilhões,
  • juros de 3% a 8,5%,
  • aporte de R$ 13 bilhões do Tesouro Nacional para a equalização de juros,
  • R$ 177 bilhões do total destinados ao custeio e comercialização,
  • R$ 73 bilhões do total voltados a investimentos.

No entanto, apesar do aumento de 6,3% em relação ao plano anterior, a edição atual do plano esbarrou em um cenário econômico mais desafiador: uma inflação de 10,06% em 2021, mais do que o dobro do percentual registrado em 2020, que foi 4,52%./

“O Plano Safra 2021/22 sai no meio de uma pandemia horrorosa, onde nós estamos totalmente perdidos, o país não sabia bem o que iria acontecer. Felizmente, os produtores rurais foram para a rua, foram trabalhar e o Plano Safra daquele ano sinalizou nesse sentido, trouxe os recursos que foram naquele momento razoáveis, necessários para que a agricultura tivesse o desempenho extraordinário que teve ao longo desse período”, avalia Jorge Nogueira, professor titular do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB).

De julho de 2021 a maio deste ano, os produtores rurais contrataram mais de R$ 250 bilhões em crédito rural. Mas, com os aumentos consecutivos da taxa Selic, em fevereiro deste ano, o BNDES teve que suspender as contratações de crédito pelas linhas subsidiadas pelo plano.

A previsão era de que a suspensão durasse apenas algumas semanas. Mas foi prorrogada sucessivamente, e as operações de crédito só foram retomadas no último dia 13 de junho.

Garantia dos recursos

Para o ano-safra 2022/23, que tem início nesta sexta-feira (1°), o Ministério da Agricultura solicitou ao ministério da economia um orçamento no valor de R$ 330 bilhões. As entidades que representam a agropecuária no país, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a FPA, estiveram mobilizadas para garantir os recursos do governo federal

Um ponto que merece atenção é que, apesar da informação do deputado Sérgio Souza, de que o orçamento para o início das operações já estaria disponível, é preciso lembrar que os servidores do Banco Central continuam em greve – ou, como eles preferem dizer, em operação padrão.

Fontes em Brasília informam que o início das operações do Plano Safra já teriam atraso em função da data do lançamento. Mas é possível que esse atraso seja ainda um pouco maior, já que é o Banco Central que emite as cartas circulares para as instituições bancárias que operam as linhas de crédito.

fonte: canal rural

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