Especialista projeta cenário dos preços das commodities e demanda por carne em 2022

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Para atender uma demanda consistente pela carne bovina, pecuarista deverá fazer gestão dos custos em meio a projeção de alta dos preços das commodities
Nesta sexta, dia 11, o chefe da mesa de commodities e gestor de riscos da JBS nos EUA Marco Sampaio concedeu entrevista ao Giro do Boi. Na ocasião, o especialista projetou o cenário de preços das commodities, sobretudo os insumos para a pecuária em 2022. Além disso, falou também sobre as perspectivas para a demanda por carne bovina ao longo do ano.

Conforme analisou Sampaio, a redução das estimativas de safra de grãos por conta de intempéries climáticas desenha um cenário de alta dos preços. O fenômeno prejudicou muito as lavouras no Brasil e em países vizinhos, o que mexe no cenário mundial de estoques. Por outro lado, a demanda por soja e milho segue constante, o que reforça a projeção de preços das commodities.

Do mesmo modo, a procura por carne bovina também deverá seguir aquecida, de acordo com Marco Sampaio. “A inflação vai continuar existindo. Para o produtor, o problema, de novo, da parte da matéria prima é muito importante. Porque ele vai ter que estar pagando mais para poder alimentar o boi dele. Por outro lado, você vai ter um aumento natural do preço do boi, da carne. É o trade da inflação”, analisou.

INFLAÇÃO PERSISTENTE
Segundo comentou o profissional, o problema de inflação será persistente ao longo do ano. “Não vai ser resolvido no curto prazo. Vai ter que haver aumento de juros significativo e vai ter que arrochar a economia, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, é outra moeda delicada. O quanto você pode aperta muito a taxa de juros sem sufocar de vez a economia? Então é muito complicado”, ponderou.

Contudo, no cenário mundial, as economias em recuperação reforçam a demanda pela carne bovina, equilibrando o cenário para o pecuarista. Nesse sentido, com consumo consistente, mas preços de insumos instáveis, Sampaio recomendou que o produtor faça bem o dever de casa.

“Cabe ao produtor controlar o que pode controlar. O produtor pode controlar o custo. Pode até um certo ponto. Mas o custo é meio que mercado. Assim, o que o produtor pode fazer? Pode ser o melhor produtor possível, produzir mais arrobas por hectare em menos tempo, ter os menores custos”, orientou.

 

Fonte: Canal Rural
Foto: Pixabay.

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