O Agronegócio

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Carne de frango: embarques iniciais sugerem novo recorde para o mês de fevereiro

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Colheita do milho é retomada

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Superávit com exportações do agronegócio cresce 20% em São Paulo

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Perda corresponde a 10% na produtividade prevista para este ano A Associação dos Produtores de…

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Superávit acumulado da balança comercial em maio é de US$ 2,7 bilhões

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Boi gordo: mercado tem alta depois de período longo em baixa

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Confinamento em 2022 deve crescer mesmo com alta dos custos de produção

Consultor confirmou tendência de alta dos insumos e reforçou importância da gestão da fazenda para…

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Milho para exportação recua no Brasil

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O agronegócio brasileiro é um dos grandes do mundo, nos país abastece a mesa de todos os consumidores e ainda realiza exportações para mais de 170 países.
O Brasil mostrou a sua força no setor quando atingido pela pandemia do corona vírus, ainda continuou crescendo e aumentando as exportações diz o engenheiro e agricultor Roberto Rodrigues, que também é coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. “Provamos ter uma capacidade de reação muito rápida.”
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Produto interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro crescerá 3% em 2021, enquanto o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) aumentará 4,2% no ano que vem. No ano de 2020 o crescimento do Produto interno Bruto (PIB) foi estimado em 9% e uma expansãode 17,4% no VPB.
Não é o caso do Brasil. Os dados de janeiro a julho, os mais recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no fechamento desta edição, mostram que o país enviou ao exterior 131,5 milhões de toneladas de produtos agrícolas por US$ 61,2 bilhões, valor 9,2% acima do mesmo período de 2019. Para o ano, a expectativa é ultrapassar os US$ 96,9 bilhões apurados em 2019 e bater o recorde histórico de US$ 101,2 bilhões de 2018, com um dólar valorizado que injeta ainda mais recursos na economia local. Grãos, carnes, produtos florestais, café e açúcar representam a maior parte desse comércio lá fora, principalmente para os países asiáticos liderados pela China.
Para confirmar um novo recorde, as lavouras estão cumprindo sua função de encher silos e navios. Faltando pouco para fechar a safra de grãos 2019/2020, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 253,7 milhões de toneladas, 4,8% maior que a safra anterior. Na safra 2020/2021, que começa a ser plantada nos próximos meses, a estimativa é de 278,7 milhões de toneladas de grãos – para, na safra seguinte, ultrapassar a barreira de 300 milhões de toneladas, que há alguns anos era a meta para 2030. “Mais grãos saindo do nosso campo requer também mais mercados”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em evento da Conab realizado no final de agosto. “Isso é uma das prioridades da minha gestão: a abertura de mercados e a diversificação de produtos na pauta de exportações.”
Desde que assumiu a pasta, a ministra já abriu cerca de 60 mercados para produtos brasileiros. A pauta vai de carne bovina in natura para a Tailândia, um mercado potencial da ordem de US$ 100 milhões nos próximos anos, a pequenas produções quase artesanais como castanha-de-baru para a Coreia do Sul, castanha-do-pará para a Arábia Saudita e gergelim para a Índia. “O pequeno produtor é essencial para o tecido social do campo”, diz Rodrigues. O Brasil tem 5 milhões de propriedades rurais, das quais 2,5 milhões são pequenas áreas de até 10 hectares, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do agro foi de R$ 1,55 trilhão, 21,4% do PIB brasileiro. A previsão para 2020 é subir a 23,6%.
“Quando a pandemia chegou aqui, medidas imediatas foram tomadas. A ministra Tereza Cristina foi muito hábil”, diz João Martins, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). “Em um primeiro momento, até falou-se em desabastecimento, mas rapidamente ela veio a público dizer que não existia essa possibilidade.” Martins lembra as medidas tomadas em reuniões da ministra com produtores e agroindústrias: elas foram da garantia de embarque nos portos à infraestrutura logística, com postos de combustíveis, borracharias e alimentação dos caminhoneiros para que as cargas não ficassem paradas nas estradas.
Para Marcello Brito, presidente do conselho diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), com mercados abertos cabe ao setor privado ocupar os espaços. “E para ocupar espaços é preciso ser competitivo”, diz ele. “Se perguntassem a qualquer um do agro se iríamos quebrar recordes em meio a uma pandemia da proporção que estamos vendo, nem mesmo o mais otimista diria que isso aconteceria.”
O bom resultado é fruto do apetite das empresas nos mais variados segmentos, mesmo daqueles que a princípio parecem ter pouca relação com comida no prato. O setor florestal, por exemplo, representa a terceira maior pauta de exportações, atrás do complexo soja e carnes. Neste ano, produtos como papel, celulose e madeira já renderam US$ 6,6 bilhões, equivalentes a 16% do mercado total exportador brasileiro. Matéria-prima para itens de higiene – que passaram ao centro das recomendações de infectologistas –, a celulose respondeu por US$ 3,6 bilhões. No ano passado, as exportações de produtos florestais renderam US$ 12,9 bilhões.

“Os dados acima foram publicados pelo site da forbes.com.br”  (https://www.forbes.com.br/negocios/2020/12/nem-a-pandemia-de-covid-19-para-o-agronegocio-brasileiro/)